sexta-feira, 12 de novembro de 2010

"Eleito" (Versão: “Elected” – Alice Cooper – Letra: Mari Diaz)




Olá, meus caros! ^^ Como eu também sou escritora (leia-se letrista, poetisa e cronista), hoje eu divido com vocês um post bem diferente do habitual!
Em homenagem às nosssas 'queridas' eleições, aí vai uma versão em Português da música "Elected", do grandioso Alice Cooper (um de meus ídolos!), que compus na tarde do dia 11/11/10.


“Eleito” (Versão: “Elected” – Alice Cooper – Letra: Mari Diaz).


Eu quero estar no topo da sua lista e acabar com seu dinheiro.
Eu quero ser eleito.
Eu quero beijar seu rosto falsamente nas campanhas e não cumprir minhas promessas.
Eu quero ser eleito.
Eu quero abraçar as criancinhas e roubar a aposentadoria de suas avozinhas.
Eu quero ser eleito.
Eu quero destruir toda a sua segurança financeira.
Eu quero ser eleito.

“Bom dia, boa tarde, boa noite, meus queridos compatriotas”!
Eu prometo sempre desapontá-los! Eu sempre deixarei vocês na mão!”

Nós seremos apenas um, levando o país à bancarrota.
Eu quero ser eleito.
Eu e você temos que nos unir! Juntos venceremos!
Nós seremos eleitos, eleitos, eleitos.
Respeitados, escolhidos, vendidos como objetos usados.
Eu quero ser eleito, eleito.


“ Se eu for eleito...
Eu prometo nunca cumprir minhas promessas furadas,
Eu prometo não aumentar nunca o seu salário,
Eu sei que nós temos problemas,
Temos problemas no mundo todo, em todas as cidades, e em todo lugar
E eu prometo com toda a sinceridade
Não me comprometer com nada e com ninguém
Você precisa de ajuda do Governo?
Eu não me importo!”

Maria Rosa Dias. (11/11/10).

[Versão em Português da música “Elected”, do cantor e compositor Alice Cooper, composta no dia 11/11/10, pela dona deste blog].




*Para conhecer mais escritos meus, visitem também:
---------->>>>>   http://recantodasletras.uol.com.br/autores/mariarosadias



RIOT kisses, meus queridos! ^^
Visitem-me sempre!! ^^

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

"Diário de Bordo de uma Manifestante Libertária - Parte I."



"Apontamentos sobre a Manifestação Anarco-Punk Anti-Skin Head/ Anti Preconceito" (04/9/10), de Araçatuba/SP"

Depois de um longo e tenebroso inverno, volto a brindá-los com meus pensamentos libertários e feministas!
Brincadeiras sinceras à parte, vim contar-lhes, - (bem atrasada – mas quando a inspiração bateu e o tempo se fez presente [trabalho...trabalho..trabalho..essa é minha vida de professora eventual!rs... ] ), - sobre minha segunda incursão em manifestações punk’s em minha cidade (Araçatuba/SP)!
Pois bem! Participei de minha segunda manifestação libertária no dia 04/09/10, e ela se deu pela iniciativa um de meus amigos AnarcoPunks, o Nanú da Silva, que contatou por orkut toda a galera interessada em anarquizar e libertar mentes do preconceito.
O intuito da Manifestação (abertamente Anarco-Punk) era se posicionar contra os Skin Heads, Sharp’s e Rash’s (Punk’s Extremistas), e também contra a Homofobia, contra o Machismo,contra o Nazismo e o Facismo, e o Fascismo e, principalmente contra o Preconceito, e se deu em véspera de época eleitoral, tendo ainda uma intervenção artística de um ator da cidade, o Ed, que reforçava a idéia anti-preconceito contida nos panfletos anarco-punk’s.
Os meninos divulgaram a manifestação com um material de primeira linha: panfletos que explicavam sobre o evento e o divulgavam (via de mão dupla bem sacada!), e um cartaz, na linha "Do It Yourself!" (“Faça Você Mesmo!”), que foi pregado nas grades do coreto da praça Rui Barbosa (onde o evento aconteceu!), de forma totalmente PUNK, quando eu panfletava com eles!
Eu sou DECLARADAMENTE Anarquista (não sou Punk nem Anarco-Punk!), e apóio intensamente qualquer ideal libertário e anti-preconceituoso, assim como defendo com unhas e dentes o Respeito e a Liberdade de Expressão (idéias básicas que movem TODAS as manifestações anarco-punk’s organizada pelo Nanú e pelo Téo, meus amigos de panfletagem).
Pretendo participar de várias outras manifestações, assim que elas ocorrerem, pois elas são um espaço aberto para que eu defenda minhas crenças em um mundo igualitário e sem preconceitos, por isso tenho orgulho em panfletar sazonalmente (quando as manifestações acontecem), embora, é claro, eu seja crítica e tenha meus ‘poréns’, já que tenho religião (sou Espírita, portanto, cristã!), o que mostra que não sou extremista, e sigo minha mente, sempre! E o que mostra que Libertários podem sim, ter sua religião, coisa que os Anarco-Punks negam até o fim!
Em breve, pretendo contar novas aventuras minhas pelo mundo da panfletagem! Aguardem-me, meus caros! Besos y... "SALUD Y ANARQUIA!"


Hasta la vista... e ...
KEEP ON ROCKIN', BABES! ^^
XOX!



Texto escríto por ♀♀ Maria Rosa Dias ♀♀ (A.K.A ♀♀ Riot Vicious ♀♀),
no dia 24/9/10, ao som de “Sent To Desstroy”, da banda de EBM/ Electrogothic Norueguesa Combichrist, diretamente para o Blog “Riot Vicious’ Blogspot”, marcando seu retorno como colunista do mesmo!

domingo, 4 de julho de 2010

Duas notícias de última hora: Cancelamento do site Girlz Music Zone e Divulgação da banda Modus Operandi (Post-Punk/ Industrial/ Alternativa/ Experimental) - Salvador/BA.

Olá, meus caros!

Vim aqui para dar-lhes duas notícias de última hora.
A primeira refere-se ao site Girlz Music Zone, site do Movimento Punk Feminista de Goiânia/GO e de divulgação de bandas de Rock Feminino, onde fui colunista durante quatro anos, de 2007 até janeiro de 2010 (quando ele ainda estava no ar). Ele foi cancelado, e eu desconheço o motivo.
Portanto, passarei a escrever textos somente para o meu blog, "Riot Vicious'".

A segunda notícia têm caráter de divulgação musical e deve-se à parceria com o blog da banda de meu querido amigo virtual, David Giassi, vocalista da Modus Operandi.
A banda em questão, Modus Operandi, é oriunda do Cenário Post-Punk/ Alternativo de Salvador/BA, e possui influências de Punk Rock 77', Post-Punk 80's, Rock Industrial e Experimental, Stoner Rock, Gothic Rock, Rock Progressivo, No wave, Cold Wave, EBM, e têm um som denso e performances muito particulares ao vivo, com o uso de chapas de metal e furadores como instrumentos musicais.

A Modus está lançando um novo álbum, intitulado "H... Stereo", e se divulga por internet. Para fazer o download do álbum, basta acessar:

http://www.easy-share.com/1910313193/Modus Operandi - h...estereo.rar


Para mais informações e para escutar outras músicas da banda, basta acesar o MySpace deles, que é: www.myspace.com/modusweb, ou o blog deles: http://modusweb.blogspot.com.
A Modus é recomendadíssima por mim, e garanto que os fãs de música alternativa irão adorar saber mais sobre essa banda maravilhosa, e se tornarão fãs, como eu!

Mil beijos e tudo de bom à vocês, meus queridos! ^^
Tenham um ótimo domingo e uma ótima semana... e ouçam Modus Operandi (www.myspace.com/modusweb)! *EU RECOMENDO!"* ^^

sábado, 3 de abril de 2010

"Equívocos do Feminismo".



Aos olhos comuns, o primeiro equívoco ao se definir uma feminista é considerá-la uma sexista, ou seja, alguém que acredita estar acima dos homens e ser melhor que eles em todos os aspectos. Porém, essas mulheres são, na verdade, as femistas, que andam de mãos dadas com os machistas, por serem auto-suficientes e preconceituosas em suas convicções. Sabemos que o feminismo prega a igualdade entre os sexos, e luta para que as mulheres tenham as mesmas oportunidades e direitos que os homens, e que não instiga criar uma guerra entre os sexos, que é exatamente o que essas falsas feministas fazem, distorcendo a base do movimento igualitário feminista, generalizando-o e tornando-o preconceituoso.
O segundo equívoco e o mais grave de todos cometido pelo senso comum é considerar que toda feminista, via de regra, é uma mulher mal amada e amarga em relação ao sexo oposto, e que a mesma, obrigatoriamente, é homossexual. Para esta, no caso, as relações homossexuais seriam um modo de buscar o êxito não obtido com as relações heterossexuais que ela já vivenciou, e que se iniciam principalmente, por que a mesma possui uma admiração extrema pela mulher e a considera superior ao homem.
Infelizmente, essa visão distorcida foi muito disseminada pelas mulheres mais extremistas dos anos 70 que se diziam feministas, e as defendiam com unhas e dentes, seguindo-as até as últimas consequências. Entretanto, hoje sabemos que essas mulheres eram extremamente sexistas e homofóbicas, pois subentende-se que elas tornavam-se homossexuais não por amor e por uma inclinação natural de sua personalidade, e sim por asco ou aversão ao sexo oposto.
Tal crença acaba distorcendo totalmente os ideais feministas, que pregam igualdade e respeito às diferenças, calcando-se nas verdadeiras intenções do Movimento Punk, e que por andar lado a lado com o mesmo, originou o Movimento Riot, através do qual emergiram várias bandas de punk feminista.
Por isso, a primeira atitude a ser tomada por quem quiser abraçar o feminismo, é a de pesquisar e se informar sobre o que realmente significa e é o movimento feminista, e ter, principalmente, a mente aberta e livre de qualquer preconceito ou generalização, para que a luta pela igualdade e aceitação das diferenças nasça de dentro para fora, e faça-se plena de sentido e verdade, e livre de estereótipos.

Por ♀Mari Diaz† - ♀Riot Vicious†.
10/07/09

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Clichês dentro da Contra-Cultura Punk – Parte 2

Sobre clichês dentro da Contra-Cultura Punk – Parte 2

O “mito” de “não ter religião”.



Voltando ao bom e velho assunto dos clichês. Assunto que dá – e como! – muito pano pra manga. A primeira parte foi sobre o clichê do anti-social e agora será tratado outro estereótipo tão enraizado e reproduzido quanto este: o do ateísmo, da necessidade de não se ter religiões como prova de ser realmente “punk”.
Em primeiro lugar, onde está escrito que se é mesmo obrigado a ser ateu para ser punk? Por acaso, você quer ser mesmo punk ou quer ser black metaller? Ateísmo é regra entre black metallers, e apenas uma escolha para punk’s.
Você pode muito bem ter suas crenças – e de qualquer modo, haverá de ter alguma: anarquismo, feminismo, niilismo, misantropia (Ou seja, a descrença TOTAL na sociedade e nas pessoas. Convenhamos que, dentro da ideologia punk de revolução social, essa é a mais controversa de todas as filosofias a se crer!), até mesmo ateísmo é crença, pois o “não-crer” já é crer na “não-existência de algo” – e ser muito punk, afinal, a base do movimento é a mudança social e direcionar atitudes e pensamentos para a mesma, e não a anti-religião.
Em segundo lugar, a religião se faz dentro de cada um e não fora, assim como seguir qualquer cultura underground (leia-se a de que trata o presente texto, a subcultura gótica, a subcultura headbanger e tantas outras); pois de nada adiantam aparências se você não entende mesmo aquilo e nada é realmente verdadeiro e sincero para você.
Finalizando, o que realmente importa, ao se decidir entrar para uma tribo, é refletir o que ela realmente significa, pesar os prós e contras que ela trará a você e se realmente ela combina com você. Deve-se ir além dos clichês, estereótipos e aparências. Pois o verdadeiro significado das culturas se encontra escondido e deve-se ter olho clínico e crítico e pesquisar para saber, principalmente, que não há verdades absolutas se tratando de coisas tão autofágicas e controversas como os mesmos, mas que visões superficiais estragam a beleza que eles possuem.


Por: ♀Mari Diaz† - ♀ Riot Vicious ♀.
Data: 19/08/2007

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

"Suposta Democracia Brasileira".



Essa época de eleições me fez pensar na suposta democracia que nós acreditamos possuir. Muitos devem se perguntar o porquê de eu estar dizendo que nossa “democracia” (sim, entre aspas mesmo!), é uma fraude.
Pensem: Realmente, numa democracia, o voto deve ser obrigatório? E, ainda por cima, caso você não sinta a “obrigação” de realizá-lo, deve justificar a sua “falta com a sociedade”, “com a democracia”, e essas balelas todas?
Há outro ponto: Quem não justifica, perde o título de eleitor. Que “liberdade” é essa em que vivemos? Não seria este um tipo moderno de ditadura, onde devemos fazer o imposto ou perdemos nossos direitos?
O meu ponto de vista tem um fundamento incisivo e direto: Se realmente vivêssemos em democracia, o voto seria livre, e não obrigatório, e você não o realizaria apenas por realizar, mas sim por convicção, por acreditar de fato no candidato escolhido e nas propostas que o mesmo apresentou.
Porém, isso é complicado, já que a maioria das pessoas apenas vota por obrigatoriedade, sem crença e levemente manipuladas pelo “famoso” otário eleitoral gratuito, que é o momento em que os candidatos desfilam suas mentiras para nos convencer a acreditar neles, e em meio a tanta podridão, um ou dois se salvam, e é difícil reconhecê-los, pois são sempre os podres que vencem, em uma boa parte das vezes. E, para comprovar o que disse, pararam para pensar no porquê de haverem tantos votos anulados ou em branco? Eles não se devem por uma maioria anarquista, como eu, mas sim por uma maioria descrente e desiludida de que a nação pode realmente melhorar, e que vota apenas para “cumprir um compromisso” e não justificar depois.
Há países, como os EUA, onde o voto é livre, e as pessoas só votam se realmente querem e acreditam no candidato que escolheram. Concordo com tal postura ao máximo, pois, no nosso caso, a população votaria mais consciente e segura das suas escolhas. Contudo, tal postura não ajudou muito aos norte-americanos, pois eles não refletiram nada bem, e reelegeram o Bush, que vai acabar afundando o suposto império mundial que eles crêem ser.
O importante é que reflitamos sobre a “democracia” em que vivemos, e, principalmente, sobre nossas escolhas. Devemos defender nossas crenças com garra, sejam elas quais forem, e, ao votar, devemos fazê-lo por convicção, ou no mínimo, por algo que cremos que o candidato melhorará em nosso país ou cidade. Sei que, nem sempre, tal convicção será grande, e caso não seja, anular é uma boa saída, mas, caso seja, aposte as fichas nela.
Podemos não viver em uma real democracia, de fato, mas podemos lutar por um país melhor, é nosso dever e direito, e devemos fazê-lo, apesar do tom ditatorial com que as eleições vêm até nós. E, principalmente, ignorar qualquer extremismo e ter mente aberta e reflexiva, pois o autoritarismo não melhorará em nada nosso país, apenas o deixará do mesmo modo.


♀Mari Diaz† - ♀Riot Vicious♀.
Texto escrito no dia 29/10/2008, às 12h16min.
3ª coluna postada no Girlz Music Zone.

Observação: Texto escrito durante a época de eleições.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

"A quebra de preconceitos dos EUA".

A vitória do republicano Barack Obama para presidente dos EUA mostrou ao mundo uma grande e fantástica quebra de preconceitos do povo norte-americano. Trata-se de terem elegido o primeiro presidente negro da história, um fato marcante tanto para eles (os norte-americanos) quanto para o mundo todo. Bem sabemos, através de fatos históricos, o quanto o preconceito contra os afro-descendentes era agressivo e escancarado neste país, e um dos fatos mais abomináveis é que, quando este estava no auge, negros e brancos não podiam sentar-se uns ao lado dos outros, nem em ônibus, nem em quaisquer locais públicos, e havia, ainda, os pré-determinados locais ambas as raças. Nos ônibus, negros sentavam-se nos bancos traseiros , enquanto que os brancos sentavam-se nos bancos dianteiros. Tal situação foi mudada devido a muitos protestos, realizados, principalmente, por Martin Luther King e Malcolm X, ídolos da consciência negra norte-americana.
Voltando aos tempos atuais, o mais surpreendente na vitória de Obama é o fato de que, pela primeira vez, o povo valorizou as idéias, o discurso e o caráter de um político, e não a sua cor de pele; ao contrário do que vinha acontecendo até então, ao reelegerem Bush, que estava, aos poucos, destruindo tanto os EUA quanto os outros países, devido á sua idéia fixa em guerras e ao seu conceito etnocentrista (leia-se preconceituoso e generalizado) de que os EUA, por ser de um país de primeiro mundo, é o “Eixo do Bem”, enquanto que tanto o Iraque quanto outros países subdesenvolvidos ou de terceiro mundo seriam o “Eixo do Mal”.
Parece-me que os EUA, enfim, querem a paz, tanto para si mesmos, quanto para o mundo e, por isso, elegeram alguém firme, porém pacífico, além de ser a esperança de que os negros podem ascender socialmente nos EUA, apesar de o país ainda possuir preconceitos enraizados em sua cultura e de os mesmos serem inúteis. Obama tem garra suficiente para mudar o curso negativo em que os EUA vinha se afundando recentemente, pois tem idéias igualitárias e firmes, sem preconceitos de espécie alguma.
Não sou partidária de nenhuma visão política, porém, sou simpatizante de Obama, pois ele mostra que podemos quebrar a barreira dos preconceitos com determinação e honestidade, além de ser a prova de que ainda há chances de termos um futuro melhor e mais igualitário, onde nos julguem por nossas idéias e caráter, e não por nossa aparência, crenças ou raça.


Mari Diaz – Riot Vicious.
Coluna escrita nos dias 17 e 18-12-08.
4ª coluna publicada no Girlz.

Link do site Girlz: http://www.girlsmusiczone.com.br/texto.php?AcTion=751698&n_id=54


Observação:
Texto escrito logo após a vitória presidencial de Barack Obama nos EUA, e o meu quarto texto postado no Girlz, agora em reformas.