quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

"Suposta Democracia Brasileira".



Essa época de eleições me fez pensar na suposta democracia que nós acreditamos possuir. Muitos devem se perguntar o porquê de eu estar dizendo que nossa “democracia” (sim, entre aspas mesmo!), é uma fraude.
Pensem: Realmente, numa democracia, o voto deve ser obrigatório? E, ainda por cima, caso você não sinta a “obrigação” de realizá-lo, deve justificar a sua “falta com a sociedade”, “com a democracia”, e essas balelas todas?
Há outro ponto: Quem não justifica, perde o título de eleitor. Que “liberdade” é essa em que vivemos? Não seria este um tipo moderno de ditadura, onde devemos fazer o imposto ou perdemos nossos direitos?
O meu ponto de vista tem um fundamento incisivo e direto: Se realmente vivêssemos em democracia, o voto seria livre, e não obrigatório, e você não o realizaria apenas por realizar, mas sim por convicção, por acreditar de fato no candidato escolhido e nas propostas que o mesmo apresentou.
Porém, isso é complicado, já que a maioria das pessoas apenas vota por obrigatoriedade, sem crença e levemente manipuladas pelo “famoso” otário eleitoral gratuito, que é o momento em que os candidatos desfilam suas mentiras para nos convencer a acreditar neles, e em meio a tanta podridão, um ou dois se salvam, e é difícil reconhecê-los, pois são sempre os podres que vencem, em uma boa parte das vezes. E, para comprovar o que disse, pararam para pensar no porquê de haverem tantos votos anulados ou em branco? Eles não se devem por uma maioria anarquista, como eu, mas sim por uma maioria descrente e desiludida de que a nação pode realmente melhorar, e que vota apenas para “cumprir um compromisso” e não justificar depois.
Há países, como os EUA, onde o voto é livre, e as pessoas só votam se realmente querem e acreditam no candidato que escolheram. Concordo com tal postura ao máximo, pois, no nosso caso, a população votaria mais consciente e segura das suas escolhas. Contudo, tal postura não ajudou muito aos norte-americanos, pois eles não refletiram nada bem, e reelegeram o Bush, que vai acabar afundando o suposto império mundial que eles crêem ser.
O importante é que reflitamos sobre a “democracia” em que vivemos, e, principalmente, sobre nossas escolhas. Devemos defender nossas crenças com garra, sejam elas quais forem, e, ao votar, devemos fazê-lo por convicção, ou no mínimo, por algo que cremos que o candidato melhorará em nosso país ou cidade. Sei que, nem sempre, tal convicção será grande, e caso não seja, anular é uma boa saída, mas, caso seja, aposte as fichas nela.
Podemos não viver em uma real democracia, de fato, mas podemos lutar por um país melhor, é nosso dever e direito, e devemos fazê-lo, apesar do tom ditatorial com que as eleições vêm até nós. E, principalmente, ignorar qualquer extremismo e ter mente aberta e reflexiva, pois o autoritarismo não melhorará em nada nosso país, apenas o deixará do mesmo modo.


♀Mari Diaz† - ♀Riot Vicious♀.
Texto escrito no dia 29/10/2008, às 12h16min.
3ª coluna postada no Girlz Music Zone.

Observação: Texto escrito durante a época de eleições.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

"A quebra de preconceitos dos EUA".

A vitória do republicano Barack Obama para presidente dos EUA mostrou ao mundo uma grande e fantástica quebra de preconceitos do povo norte-americano. Trata-se de terem elegido o primeiro presidente negro da história, um fato marcante tanto para eles (os norte-americanos) quanto para o mundo todo. Bem sabemos, através de fatos históricos, o quanto o preconceito contra os afro-descendentes era agressivo e escancarado neste país, e um dos fatos mais abomináveis é que, quando este estava no auge, negros e brancos não podiam sentar-se uns ao lado dos outros, nem em ônibus, nem em quaisquer locais públicos, e havia, ainda, os pré-determinados locais ambas as raças. Nos ônibus, negros sentavam-se nos bancos traseiros , enquanto que os brancos sentavam-se nos bancos dianteiros. Tal situação foi mudada devido a muitos protestos, realizados, principalmente, por Martin Luther King e Malcolm X, ídolos da consciência negra norte-americana.
Voltando aos tempos atuais, o mais surpreendente na vitória de Obama é o fato de que, pela primeira vez, o povo valorizou as idéias, o discurso e o caráter de um político, e não a sua cor de pele; ao contrário do que vinha acontecendo até então, ao reelegerem Bush, que estava, aos poucos, destruindo tanto os EUA quanto os outros países, devido á sua idéia fixa em guerras e ao seu conceito etnocentrista (leia-se preconceituoso e generalizado) de que os EUA, por ser de um país de primeiro mundo, é o “Eixo do Bem”, enquanto que tanto o Iraque quanto outros países subdesenvolvidos ou de terceiro mundo seriam o “Eixo do Mal”.
Parece-me que os EUA, enfim, querem a paz, tanto para si mesmos, quanto para o mundo e, por isso, elegeram alguém firme, porém pacífico, além de ser a esperança de que os negros podem ascender socialmente nos EUA, apesar de o país ainda possuir preconceitos enraizados em sua cultura e de os mesmos serem inúteis. Obama tem garra suficiente para mudar o curso negativo em que os EUA vinha se afundando recentemente, pois tem idéias igualitárias e firmes, sem preconceitos de espécie alguma.
Não sou partidária de nenhuma visão política, porém, sou simpatizante de Obama, pois ele mostra que podemos quebrar a barreira dos preconceitos com determinação e honestidade, além de ser a prova de que ainda há chances de termos um futuro melhor e mais igualitário, onde nos julguem por nossas idéias e caráter, e não por nossa aparência, crenças ou raça.


Mari Diaz – Riot Vicious.
Coluna escrita nos dias 17 e 18-12-08.
4ª coluna publicada no Girlz.

Link do site Girlz: http://www.girlsmusiczone.com.br/texto.php?AcTion=751698&n_id=54


Observação:
Texto escrito logo após a vitória presidencial de Barack Obama nos EUA, e o meu quarto texto postado no Girlz, agora em reformas.