quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Clichês dentro da Contra-Cultura Punk – Parte 2

Sobre clichês dentro da Contra-Cultura Punk – Parte 2

O “mito” de “não ter religião”.



Voltando ao bom e velho assunto dos clichês. Assunto que dá – e como! – muito pano pra manga. A primeira parte foi sobre o clichê do anti-social e agora será tratado outro estereótipo tão enraizado e reproduzido quanto este: o do ateísmo, da necessidade de não se ter religiões como prova de ser realmente “punk”.
Em primeiro lugar, onde está escrito que se é mesmo obrigado a ser ateu para ser punk? Por acaso, você quer ser mesmo punk ou quer ser black metaller? Ateísmo é regra entre black metallers, e apenas uma escolha para punk’s.
Você pode muito bem ter suas crenças – e de qualquer modo, haverá de ter alguma: anarquismo, feminismo, niilismo, misantropia (Ou seja, a descrença TOTAL na sociedade e nas pessoas. Convenhamos que, dentro da ideologia punk de revolução social, essa é a mais controversa de todas as filosofias a se crer!), até mesmo ateísmo é crença, pois o “não-crer” já é crer na “não-existência de algo” – e ser muito punk, afinal, a base do movimento é a mudança social e direcionar atitudes e pensamentos para a mesma, e não a anti-religião.
Em segundo lugar, a religião se faz dentro de cada um e não fora, assim como seguir qualquer cultura underground (leia-se a de que trata o presente texto, a subcultura gótica, a subcultura headbanger e tantas outras); pois de nada adiantam aparências se você não entende mesmo aquilo e nada é realmente verdadeiro e sincero para você.
Finalizando, o que realmente importa, ao se decidir entrar para uma tribo, é refletir o que ela realmente significa, pesar os prós e contras que ela trará a você e se realmente ela combina com você. Deve-se ir além dos clichês, estereótipos e aparências. Pois o verdadeiro significado das culturas se encontra escondido e deve-se ter olho clínico e crítico e pesquisar para saber, principalmente, que não há verdades absolutas se tratando de coisas tão autofágicas e controversas como os mesmos, mas que visões superficiais estragam a beleza que eles possuem.


Por: ♀Mari Diaz† - ♀ Riot Vicious ♀.
Data: 19/08/2007